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16 mil lâmpadas de Led mofam na Prefeitura, mas poderiam iluminar 600 km de ruas

Desde setembro do ano passado 16 mil lâmpadas de led, compradas pela Prefeitura de Campo Grande, estão mofando no pátio da secretaria municipal de obras, à espera de autorização para serem usadas. Para se ter ideia, a quantidade desprezada seria suficiente para iluminar 600 quilômetros de ruas da Capital, ou seja, praticamente metade da cidade sairia do escuro.

O material não pode ser usado pela prefeitura em cumprimento a decisão do TCE (Tribunal de Contas), órgão que fiscaliza as compras públicas. O caso é que em 2016, o ex-prefeito Alcides Bernal (PP) comprou 40 mil lâmpadas de led ao custo de R$ 33 milhões –para substituir as luminárias de mercúrio, mas na metade das instalações o tribunal barrou a troca e determinou que o serviço fosse suspenso.

Toda essa troca de lâmpadas foi resultado da licitação promovida pela Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco, onde a empresa Solar foi a vencedora na modalidade menor preço. Mas, para o TCE, a Prefeitura de Campo Grande não poderia ter pegado carona em licitação alheia, por se tratar de uma alteração na rede de iluminação e não somente uma simples reposição de lâmpadas e determinou a suspensão da substituição.

Fora os desentendimentos burocráticos entre prefeitura, Câmara Municipal e TCE, a Capital enfrenta diversos problemas com a iluminação pública, ou no pior dos casos, com a falta dela. Cada 1 quilômetro de rua tem a capacidade de receber 25 lâmpadas e, levando em conta que existem 16 mil, seria possível trocar a iluminação de 600 quilômetros de ruas; Campo Grande tem 1,5 mil quilômetros. O secretário Rudi Fiorese, da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutua e Serviços Públicos), explicou que os materiais estão armazenados em um container no pátio da secretaria na saída para São Paulo, e descartou o risco de deterioração do led.

Na ocasião, a economia estimada com a redução dos custos de manutenção e de consumo de energia foi de R$ 790 mil por mês nos 30 mil pontos onde as luminárias de Led seriam colocadas. Os critérios utilizados para definir os locais foram a quantidade de habitantes da região e o nível de carência sócio econômica dos moradores.

A briga chegou na Câmara

O esquecimento das 16 mil lâmpadas de led virou discussão na sessão da Câmara Municipal de Campo Grande nesta terça-feira, 6. Alguns dos vereadores discutiram a liberação das lâmpadas de LED pelo TCE-MS e MPE-MS para que não se estraguem e que depois da apuração dos fatos, os órgãos cobrem a conta dos responsáveis. O vereador Dr. Lívio (PSDB) disse ter ido nesta semana ao Sisep e visto as mais de 15 mil lâmpadas paradas, em containers alugados, gerando mais custos para a Prefeitura. “Independente de quem seja culpado, tem que liberar para a população. Os bairros estão na escuridão. Libera e depois faz a punição”, afirmou. Ayrton Araújo (PT) afirmou que a população está com medo de roubos e estupros. “O TCE e MPE têm que punir o prefeito e secretário da gestão passada e não o usuário. Punir quem comprou”.

Fonte: Midiamax

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Samuel Azevedo

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