Grupo usa todos os artifícios para reassumir fazendas bloqueadas na Lama Asfáltica

Dourados - MS, 19 de junho de 2017


Material apreendido há um ano na Operação Fazendas de Lama: organização criminosa continua com os bens bloqueados (Foto: Diário Digital/Arquivo)

Integrantes de suposta organização criminosa constituída para desviar recursos públicos, que tiveram os bens indisponíveis há um ano na Operação Fazendas de Lamas, recorrem a todos os argumentos possíveis para reassumir o comando das propriedades. A luta ocorre há um ano e, no final do mês passado, o ex-secretário estadual de Obras e ex-deputado federal Edson Giroto obteve a primeira vitória.

Ele conseguiu liminar no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). O desembargador Paulo Fontes acatou pedido de Giroto e lhe devolveu o comando da Fazenda Pouso da Garça, em Rio Verde do Mato Grosso, que vinha sendo gerenciada por administrador judicial.

Para o magistrado, não há sentido de manter administrador judicial após liberar o gado da decisão de indisponibilidade dos bens. Contudo, ele manteve o sequestro e a averbação do registro do imóvel, que não poderá ser vendido até o julgamento da ação.

Desde maio do ano passado, 26 pessoas estão com os bens indisponíveis por causa da denúncia feita pelo MPF, de que fraudaram licitações e desviaram recursos públicos. A suposta organização criminosa é integrada, entre outros, pelo empresário João Alberto Krampe Amorim, dono da Proteco, e pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB).

Aliás, as filhas de Amorim – Ana Paula, Renata e Ana Lúcia – ingressaram com pedido para a Justiça Federal realizar a avaliação dos bens bloqueados. Elas garantem que as fazendas Jacaré de Chifre e Santa Laura seriam suficientes para garantir ressarcimento dos cofres públicos em R$ 43,169 milhões, valor do prejuízo causado aos cofres públicos pelo grupo.

No entanto, o juiz substituto da 3ª Vara Federal, Fábio Luparelli Magajewski, manteve o bloqueio até a realização do levantamento. As três mulheres desejam reassumir o controle pleno da Fazenda Rio Negro e Estância Vanessa.

Após a Operação Fazendas de Lama, nome da segunda fase da Lama Asfáltica, a Polícia Federal realizou duas ações, Aviões de Lama e Máquinas de Lama. Contudo, o trabalho de combate à corrupção deverá ter novos desdobramentos com a abertura de novos inquéritos, conforme autorização da justiça no início deste mês.

Fonte: O Jacaré

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