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Manifesto cobra recursos para Assistência Social; Dourados pode perder R$ 3 milhões

Dourados sedia ato público em defesa do Sistema Ùnico de Assistência Social (SUAS), que acontece esta manhã na Praça Antônio João com a participação de representantes de pelo menos 11 municípios da região

Segundo os organizadores, o objetivo é chamar a atenção da população para a previsão de cortes no orçamento geral da União relacionados à Assistência Social no Brasil, que pode chegar a 98% e impactar, diretamente, todos os serviços de assistência social nos municípios.

A secretária Ledi Ferla diz que a previsão da ausência de repasses vai prejudicar, diretamente, os Centros de Referência em Assistência Social (Cras) que atuam nas políticas de intervenção e prevenção a problemas familiares e na comunidade, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que atua em políticas de atenção aos direitos violados, de forma, principalmente, preventiva e, ainda, as unidades de acolhimento, que são o Lar Santa Rita, Iame, Ebenezer e Renascer (para crianças), o Lar do Idoso (para terceira idade) e Toca de Assis e Casa da Acolhida para a população de rua.

“Só para Dourados, serão R$ 3 milhões a menos, o que deve dificultar o atendimento da Assistência Social. O governo federal já tem sido faltoso com atraso de repasses e em 2016 deixou de repassar R$ 565 milhões. No ano passado, foram R$ 1 bilhão e 185 milhões deixados para trás”, disse a secretária. Segundo a secretária, a Prefeitura de Dourados tem a maior parcela como mantenedora da assistência social, repassando a maior parte dos recursos. No entanto, a diminuição dos repasses da União vai inviabilizar os serviços.

“Em todo o Brasil, as políticas de Assistência Social devem receber maior aporte e não corte de recursos, como o que está sendo previsto. O impacto é nos Cras, Creas e unidades de acolhimento, ou seja, diretamente á população, porque a Prefeitura não tem condições de arcar sozinha com as despesas”, explicou Ledi Ferla.

A ação do governo federal visa ‘desfinanciar’ o Sistema Único de Assistência Social, que organiza e operacionaliza, em todo território nacional, a oferta de serviços e benefícios à população que vive em situação de pobreza, extrema pobreza e de desproteção social.

Fonte: Dourados Agora

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Samuel Azevedo

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