qua. dez 19th, 2018

Estrelas de outras galáxias são vistas sobrevoando a Via Láctea

Desde que a missão Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA) foi lançada em 2013, foram coletados dados sobre cerca de 1,7 bilhão de estrelas. As informações que continuam chegando ainda estão sob análise dos astrônomos, mas neste terça-feira (2) a ESA anunciou que algumas estrelas de outras galáxias foram vistas sobrevoando a Via Láctea.

As estrelas que passeiam pela nossa galáxia percorrem centenas de quilômetros por segundos, e a mais rápida delas pode viajar a mais de 1.000 km/s, e são conhecidas como estrelas ultravelozes. Acreditava-se, até então, que essas estrelas de movimentos ultrarrápidos eram criadas na Via Láctea, antes de deixarem seu berço e irem para longe — isso porque, por alcançarem tamanha velocidade, elas conseguem escapar da tração gravitacional da galáxia.

Uma pesquisa publicada no Monthly Notices da Royal Astronomical Society pelos astrônomos do Observatório de Leiden, na Holanda, identificou 20 estrelas ultravelozes. Desse número, 7 delas parecem estar se afastando da Via Láctea, enquanto que outras 13 parecem ser extragalácticas — isto é: estrelas proveniente de outras galáxias que estão vindo para a nossa.

Uma dessas estrelas extragalácticas identificadas pela missão, inclusive, apelidada de Gaia DR2 1396963577886583296, é capaz de atingir uma velocidade de mais de 700 quilômetros por segundo e é a que tem a maior probabilidade de ainda visitar outras galáxias.

Os astrônomos acreditam ainda que essas estrelas estrangeiras que estão sobrevoando a Via Láctea podem ter vindo de um espaço galáctico vizinho conhecido como a Grande Nuvem de Magalhães, um aglomerado de estrelas de 7.000 anos-luz de largura a cerca de 163 mil anos-luz de distância.

Isso porque existe menos de 50% de chance de que essas 13 estrelas tenham se originado na Via Láctea, de acordo com as pesquisas. Então, embora as chances sejam pequenas, ainda assim existem evidências de que essas estrelas podem não ter vindo de outros lugares do espaço profundo, afinal.

De toda forma, o relatório também observa que, mesmo que essas estrelas ultravelozes não prossigam, sua visita pode ter tido algum efeito nas galáxias menores durante a formação da Via Láctea.

Fonte: CNet

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