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Ironicamente, um dentista ajudou a popularizar o algodão doce

Muitos produtos que conhecemos e adoramos foram criados de maneira surpreendente. O inventor da massinha de modelar criou a substância originalmente para limpar papel de parede. Na década de 1920, o desinfetante Lysol era apresentado como um produto de higiene vaginal e contraceptivo. E, num lance de ironia, a máquina de fazer algodão doce aparentemente foi inventada… por um dentista.

É importante observar que várias formas de “tecer” fios de açúcar já existem há quase 500 anos, e guloseimas parecidas com o algodão doce aparecem em vários lugares do mundo. Em Sweets: A History of Candy (doces: uma história das guloseimas, em tradução livre), o historiador Tim Richardson escreve que na Idade Média, os venezianos ferviam xarope de açúcar e usavam garfos para criar longos fios, que eram enrolados em cabos de vassoura. O resultado era duro, mais parecido com um caramelo que com o algodão doce que conhecemos hoje.

O processo era custoso e lento, então esses doces eram privilégio dos mais ricos. Em uma visita a Veneza no século 16, o rei francês Henrique III desfrutou de um banquete com 1 286 itens (incluindo a toalha de mesa) feitos desse tipo de doce de açúcar.

Foi o dentista americano William J. Morrison que ajudou a massificar o algodão doce popular hoje em dia. Depois de formar-se na Universidade do Tennessee, em 1890, ele explorou esses interesses aparentemente incompatíveis: doces e saúde bucal.

Morrison tornou-se presidente da Tennessee State Dental Association em 1894, e três anos depois ele se juntou ao confeiteiro John C. Wharton para criar uma máquina que facilitasse a produção de doces à base de açúcar. A dupla patenteou o que chamaram de “máquina de doces” elétrica, que derretia o açúcar e formava fios.

Morrison e Wharton apresentaram a máquina – que eles batizaram de “fio de fadas” – para o grande público em 1904, na Louisiana Purchase Exposition, também conhecida como Feira Mundial de St. Louis.

A novidade foi sucesso instantâneo. A dupla vendia o algodão doce em caixas que custavam 25 centavos e teria comercializado 68 000 unidades.

O nome algodão doce começou a se popularizar nos anos 1920, mas na Austrália o doce ainda é conhecido como “fio de fadas”. No Reino Unido e na Nova Zelândia, o nome é “fio doce”.

Na França, o algodão doce se chama “barbe à papa”, ou seja, “barba do papai”. Na África do Sul, usa-se o termo “spookasem” (“bafo de fantasma”) e em línguas como grego e hindi, o termo se traduz como “cabelo de velha”.

Os ingredientes e a preparação do algodão doce varia um pouco dependendo do país. Alguns exemplos são o doce de barba de dragão, na China, o pashmak, no Irã, e o pismanye, na Turquia.

Apesar de Morrison e Wharton serem creditados como os inventores da máquina de algodão doce, alguns apontam as contribuições de outras pessoas.

Um homem chamado Thomas Patton pode ter sido o pioneiro, com um equipamento movido a gás. Ele recebeu uma patente em 1901. Outro jovem dentista, Josef Lascaux, seria o responsável por popularizar o termo “algodão doce”. Lascaux também teria inventado uma máquina similar em 1921.

Mas foi a Gold Medal Products a empresa que, no fim dos anos 1940, desenvolveu as máquinas mais conhecidas para fazer algodão doce – máquinas que são vendidas até hoje.

Fonte: Huff Post

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Samuel Azevedo
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