qua. jan 16th, 2019

Câmara pode cassar envolvidos em esquema de corrupção

A Câmara de Dourados não descarta a cassação dos parlamentares envolvidos em esquema de corrupção. No ano passado, quatro vereadores com mandato e um suplente acabaram presos dentro de investigações apontando desvio de dinheiro público. As ações fizeram parte das operações Pregão e Cifra Negra.

Populares agendaram para o próximo dia 4, quando as sessões ordinárias retornam, movimento com intuito de pressionar a Casa a realizar o processo o mais rápido possível.

O presidente da Câmara, Alan Guedes (DEM), disse que a medida é plausível, porém, a Mesa Diretora precisa ser provocada antes para ocorrer a abertura do processo e, consequentemente, se votar os pedidos.
Além disso, é necessário votos de dois terços dos vereadores – 13, dos 19 -, para que a cassação seja realizada.

“A Mesa precisar ser provocada e, isso acontecendo, vamos cumprir o nosso papel. Nenhum vereador ou partido é maior que a instituição Câmara. Temos normas e é tudo feito dentro da Lei”, comentou Alan.

No dia 31 de outubro, a vereadora Denize Portollan acabou presa dentro da Operação Pregão, que investiga esquema de corrupção dentro da Secretaria de Fazenda do Município através de fraudes em processos licitatórios. Na época ela ocupava o cargo de secretária de Educação e permanece no Presídio Feminino de Rio Brilhante desde a data.

Já em 5 de dezembro, Cirilo Ramão (MDB), Pedro Pepa (DEM) e Idenor Machado (PSDB), além do suplente de vereador, Dirceu Longhi (PT), foram presos – também por suspeita de envolvimento em fraudes de licitação – na Operação Cifra Negra. Todos já deixaram a PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Todos estão afastados do cargo por medidas judiciais e tiveram os cargos assumidos por suplentes.

Fonte: Dourados News

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