qua. jan 16th, 2019

É #FAKE que promotor pediu prisão de lutadora do UFC que reagiu a assalto no Rio

Um texto com quase 20 mil compartilhamentos no Facebook afirma que um promotor de Justiça pediu, na última segunda feira, a prisão da lutadora paraense Polyana Viana, do UFC, “pelo crime de lesão corporal grave e excesso de legítima defesa”. A lutadora reagiu a um assalto na noite do último sábado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e dominou o ladrão que tentava roubar seu celular. A mensagem publicada no site “O Congresso” e difundida nas redes sociais, porém, é #FAKE.

A mensagem compartilhada diz que o promotor que decretou a prisão da lutadora se chama Jean Carlos Rosário e que o assaltante foi liberado, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) afirma que não existe nenhum promotor com esse nome em seus quadros e que a prisão do assaltante, identificado como Max Gadelha Barbosa, está mantida.

O texto chega a reproduzir uma suposta frase do promotor, em que ele diz que a lutadora teria cometido um crime e poderia pegar de dois a oito anos de prisão.

O Fato ou Fake não conseguiu localizar os responsáveis pelo site “O Congresso”. Pesquisas pelo domínio revelam apenas que ele está registrado em nome de uma empresa americana que oferece o serviço para ocultar a identidade dos verdadeiros responsáveis. Não há qualquer forma de contato disponível no site, nem mesmo perfis em redes sociais.

A lutadora de MMA Polyana Viana estava saindo de casa na noite de sábado, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, quando foi abordada por um homem que anunciou um assalto. Ele avisou que ela não deveria tentar reagir, pois estava armado. No entanto, ao levar a mão à cintura para indicar onde estaria a pistola, acabou amassando o volume, que mais tarde se revelou um revólver de papelão. Polyana, então, imoblizou o assaltante com uma sequência de socos e um chute. A lutadora contou os detalhes em entrevista ao GLOBO.

Polyana é oito vezes campeã estadual de jiu-jítsu no Pará, sete vezes campeã estadual de jiu-jítsu no Maranhão, cinco vezes campeã estadual de jiu-jítsu no Tocantins, uma vez campeã estadual de jiu-jítsu em São Paulo, campeã mundial de jiu-jítsu em 2015 e campeã do Jungle Fight.

Fonte: O Globo

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