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Explosões em catedral nas Filipinas deixam 27 mortos

Pelo menos 27 pessoas morreram e 77 ficaram feridas neste domingo (27/01) após duas explosões na catedral católica da cidade de Jolo, no sudeste da Filipinas.

A primeira explosão aconteceu dentro do recinto religioso durante a missa dominical e a segunda no exterior da catedral, declarou a porta-voz da Polícia Nacional, Kimberly Molitas.

“Condenamos fortemente este ataque atroz que tirou vidas humanas seja qual for o propósito dos responsáveis”, informou em comunicado o diretor da Polícia Nacional, Oscar Albayalde, que apontou para um possível ataque de grupos terroristas.

O governo também anunciou em comunicado que vai perseguir os responsáveis “até que todos sejam levados à justiça e colocados atrás das grades”. “A lei não lhes dará misericórdia”, diz o texto.

A maioria dos mortos e feridos são civis que acompanhavam a missa da manhã, embora também houvessem vários militares encarregados de tarefas de segurança.

O chefe das Forças Armadas, Benjamin Madrigal, pediu à população “calma” enquanto as autoridades iniciaram uma operação para perseguir os supostos responsáveis do ataque, que até momento não foi reivindicado por nenhum grupo ou indivíduo. As autoridades suspeitam do grupo extremista Abu Sayyaf, um grupo islâmico que prometeu lealdade ao Estado islâmico.

O secretário de Defesa, Delfin Lorenzana, disse que os feridos mais graves foram levados de helicóptero ao hospital de Zamboanga, enquanto foi reforçada a segurança em todos os lugares de culto da região.

O episódio ocorre dias depois do referendo para a criação de uma região autônoma muçulmana no sul do país, batizada de Bangsamoro e concebida como solução pacífica para décadas de conflito separatista provocado por radicais islâmicos.

A província de Sulu – da qual Jolo é a capital – votou contra se integrar a Bangsamoro, mas como faz parte da Região Autônoma do Mindanao Muçulmano (ARMM), com outras quatro províncias, seus votos computam em bloco e ela passará a pertencer a essa nova entidade.

Sulu é reduto de vários grupos jihadistas ligados ao Estado Islâmico, como Abu Sayyaf e o grupo Maute, responsáveis por sangrentos atentados na região.

JPS/efe/lusa

Fonte: MSN

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Maryone Azevedo
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