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Mais de 80 padres católicos abusaram de crianças na Califórnia

Ao menos 84 sacerdotes católicos abusaram sexualmente por seis décadas de menores de idade em igrejas de uma diocese na Califórnia, segundo um relatório revelado nesta quinta-feira (31) por um escritório de advocacia, que tem um processo contra as autoridades eclesiásticas por mais informações sobre os agressores.

A diocese de San Bernardino já havia divulgado em outubro os nomes de 35 clérigos envolvidos em abusos, todos falecidos ou expulsos da diocese. Não se sabe se fizeram o mesmo em outro lugar.

Mas Mike Reck, advogado do escritório Jeff Anderson & Associates, disse que a lista estava incompleta, pois não incluía os nomes dos acusados de abusos anteriores a 1978, quando a diocese foi criada.

Ele explicou que os nomes que completam o relatório estavam nos arquivos da diocese de San Diego, à qual San Bernardino e Riverside pertenciam antes de 1978, bem como informações coletadas em relatos da imprensa, informes de outras dioceses e outras ações judiciais.

“Revelar essa informação faz com que nossas crianças estejam mais seguras e permite que os sobreviventes, que ainda sofrem em silêncio pensando que estão sozinhos, saibam que não estão sozinhos, que não fizeram nada de errado”, afirmou o advogado.

Segundo o escritório de advocacia, do total de 84 padres, 53 já morreram, mas não se sabe se os demais mantêm seu ministério, se deixaram o país, se estão sob vigilância ou supervisão.

“Este relatório está incompleto”, insistiu Reck. “O restante da informação está com autoridades da Igreja. Pedimos aos bispos que façam a coisa certa”.

A Igreja Católica vem enfrentando meses de escândalo, com revelações de abusos acobertados pela hierarquia em todo o mundo, principalmente em Austrália, Chile e Estados Unidos.

O papa Francisco reconheceu na segunda-feira que o problema dos abusos sexuais do clero “continuará” na cúpula de fevereiro no Vaticano para que tomem medidas concretas.

O escritório de advocacia Anderson entrou com uma ação em Los Angeles, representando uma das vítimas, Tom Emmens, para exigir que 11 dioceses da Califórnia revelassem os nomes de cada clérigo acusado de agressão sexual, assim como os relatórios privados sobre esses abusos.

“Trata-se de proteção, não me protegeram, o mínimo que posso fazer é tentar proteger os outros”, disse Emmens.

“Pedimos a todos os bispos que façam da segurança das crianças uma prioridade e não escondam mais informações”, continuou Reck, esclarecendo que a apelação “não busca dinheiro”.

Segundo o relatório, pelo menos sete dos 84 padres deixaram San Bernardino rumo ao México, incluindo o padre Fidencio Silva-Flores, que abusou de Manuel Vega, um policial aposentado que move um processo contra o Vaticano.

E “o viram no México, como sacerdote”, disse Vega. “Ele conseguiu o que queria, abusou de nós e se mudou”.

Fonte: MSN

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Maryone Azevedo
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