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“Deputados sem votos” ganham cargos na Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nomeou três ex-deputados estaduais, que não conseguiram votos para manter os mandatos. Eles foram agraciados com cargos em comissão. Dois deles respondem por improbidade administrativa na Justiça, o que significa que a conduta ilibada não foi critério considerado pelo presidente do legislativo, Paulo Corrêa (PSDB), para garantir a “boquinha”, termo usado pelos próprios tucanos para desmoralizar os adversários.

Maurício Picarellli (PSDB) foi rejeitado pelos eleitores e não conseguiu o 9º mandato consecutivo. Ele só conquistou o 42º lugar nas eleições do ano passado, com 8.560 votos. No entanto, o ex-deputado vai continuar frequentando a Assembleia.

Paulo Corrêa nomeou o colega para o cargo de diretor da TV e site da Assembleia no lugar da jornalista Lígia Sabka, técnica com longa carreira e até famoso pelos tempos da TV Morena.

Picarelli é ré por improbidade administrativa por acumular a função de direção da TV Interativa com o cargo de deputado estadual. O julgamento começa no dia 12 de março deste ano.

A sua esposa, ex-vereadora Magali Picarelli, também enfrenta problemas com a Justiça e teve audiência por peculato marcada para novembro do ano passado.

O médico George Takimoto (MDB) não conseguiu se eleger deputado federal ao ficar na 12ª colocação com 26.025 votos. O ex-deputado também ganhou cargo de coordenador no legislativo estadual.

O emedebista é réu por improbidade administrativa e teve os bens bloqueados pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Takimoto é acusado de pagar salário a uma funcionária fantasma. A mulher recebia da Assembleia para cuidar da loja de cosméticos e frequentar academia no horário do expediente.

Outro ex-deputado que ganhou cargo comissionado é Eurídio Ben Ferreira (PSDB). Radialista e professor de Direito da Universidade Católica Dom Bosco ganhou cargo de coordenador.

Ele teve uma carreira meteórica e fugaz. Ben Hur saltou de vereador da Capital para deputado federal em 1998. Depois deixou o mandato para ser chefe da Casa Civil na gestão de Zeca do PT e não conseguiu se eleger nem deputado estadual na eleição seguinte.

Em 2002, abalado pelo resultado, já que os 12.137 votos não foram suficientes nem para lhe garantir uma vaga de deputado estadual, Ben Hur abandonou o PT e se filiou ao PSDB, de linha ideológica totalmente oposta.

Como sempre cabe mais, Corrêa ainda nomeou Rázia Zocal Krug para o cargo de coordenadora. De acordo com o Blog do Nélio, ela é filha do prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug (PSDB).

A Assembleia Legislativa é o único órgão que não cumpre integralmente a Lei da Transparência. O órgão não divulga o salário nominal dos servidores e deputados estaduais, determinação já cumprida pelo Governo estadual, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Tribunal de Contas, Prefeitura da Capital e Câmara Municipal.

Outra que não teve votos, mas não perdeu o salário do poder público é Mara Caseiro (PSDB). Ela ainda não foi nomeada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), mas já vem despachando como presidente da Fundação de Cultura.

Na prática, muitos políticos se acostumam a receber salários do poder público.

Ex-secretário de Saúde se aposenta com salário integral no legislativo

Leandro Mazina Martins se aposenta como salário integral pela Assembleia (Foto: Arquivo)

O ex-secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Leandro Mazina Martins, se aposentou com salário integral pela Assembleia Legislativa. Ele era médico do legislativo.

Cunhado do prefeito Marquinhos Trad (PSD), ele é pai do vereador Otávio Trad (PTB).

Mazina foi secretário na gestão de outro cunhado, Nelsinho Trad (PSD), agora senador, e é um dos réus no escândalo do Gisa.

Fonte: O Jacaré

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Samuel Azevedo
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