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Falta grave leva goleiro Bruno a ser punido

Bruno Fernandes das Dores de Souza, o goleiro Bruno, foi condenado por uma falta grave e só deve obter o direito à progressão de pena para o semiaberto em 2023. A decisão, publicada nesta segunda-feira (11), faz com que ele perca um direito que já havia obtido pelo tempo de pena cumprido. A defesa disse que irá recorrer.

O processo, segundo o portal G1, analisou a denúncia de que ele havia se encontrado com mulheres em um bar com bebidas alcoólicas na cidade de Varginha (MG), onde está preso, durante o horário de serviço — ele tinha o direito de trabalhar fora da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), onde cumpre pena, até as imagens virem a público.

Em outubro passado, o goleiro Bruno foi flagrado no bar da associação pela TV Alterosa em encontro supostamente marcado previamente, por meio de mensagens de celular.

Considerada um presídio-modelo no estado, a Apac é a “casa” de Bruno desde abril de 2017. A associação alega que o local onde ele foi visto não é um bar, mas sim um local normalmente usado pelos detentos. No entanto, ele não tinha permissão para se encontrar com terceiros ou mesmo consumir bebidas alcoólicas enquanto estivesse fora.

Bruno foi absolvido do caso em Processo Administrativo Disciplinar (PAD) interno do presídio, mas foi condenado pela 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha.

Os crimes

Preso em 2010, Bruno foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado da ex-namorada, Eliza Samúdio, e por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho.

Ele foi condenado a 20 anos e nove meses de prisão pelo caso. À ocasião, ele alegava que Eliza Samudio o tentara extorquir com pedidos de pensão do filho Bruninho — de quem duvidada da paternidade. Ele havia sido condenado por ocultação de cadáver, embora a pena tenha sido extinta após o crime prescrever — a condenação saiu apenas em 2012. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.

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Após cumprir pena em grandes penitenciárias, o goleiro Bruno foi transferido em 2015 para uma das unidades administradas pela Apac e ali permaneceu até fevereiro de 2017, quando foi libertado após um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello. Pouco mais de dois meses depois, retornou ao cárcere por decisão da Primeira Turma da Corte, que derrubou a liminar por 3 votos a 1.

Em abril de 2017, foi encaminhado para a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), em Varginha, considerada um presídio-modelo no estado.

Fonte: Yahoo

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Maryone Azevedo
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