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Veruska Boechat sobre jornalista: “Meu marido era o ateu que praticava o amor ao próximo”

Durante o velório do jornalista Ricardo Boechat realizado no Museu da Imagem e do Som (MIS), na madrugada desta terça-feira (12), a mulher do jornalista, Veruska Seibel agradeceu o apoio da imprensa e falou emocionada sobre o marido: “Obrigada pela força”, começou.

”Quero falar que meu marido era o ateu que praticava o mandamento mais importante, que era do amor ao próximo. Nunca vi alguém se preocupar a ajudar tanto todo mundo. Agora ele é nosso anjinho. Que Deus me ajude com as nossas filhas. Minha ficha ainda não caiu.” Valentina, 12, e Catarina ,10, também estavam ao lado da mãe. Além de Dona Mercedes, mãe de Boechat.

Na despedida ainda estavam João Dória Jr, Henrique Fogaça, Erick Jacquin, Otávio Mesquita, o comediante Carioca e o jornalista Augusto Nunes.

Boechat voltava de uma palestra em Campinas no momento da queda. A ideia do jornalista era voltar para a casa e almoçar com a esposa e as filhas, Valentina, 12, e Catarina, 10. Ele também era pai de outros quatro filhos: Bia, 40, Rafael, 38, Paula, 36, e Patricia, 29, frutos do primeiro casamento. A informação da morte foi dada ao vivo pelo jornalista e colega da Band, José Luiz Datena, que estava muito emocionado e não conteve as lágrimas.

“Estou profundamente triste. É como se nós perdêssemos um ente querido. Ele era uma pessoa especial. Não era só um jornalista primoroso que vocês costumavam ver, era o cara que saía para jogar bola com os meninos [funcionários da Band, da mesma equipe]. Ele sempre foi poderoso, mas tinha o poder que poucos poderosos têm. Além do dom da palavra, ele tinha o dom do amor. Já vivi momentos muito dolorosos na minha vida, mas esse é um dos piores momentos da minha vida. Não imaginava que fosse noticiar a morte dele, ele estava aqui hoje cedo.”

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“Na quarta-feira passada, ele veio fingir que ia cochichar algo em meu ouvido e me deu um beijo na bochecha dizendo que era só para me beijar mesmo. Até que ponto realmente vale a pena? Até que ponto a vida é legal? Se o Boechat estivesse aqui, ele diria que a vida vale a pena pra caramba“, disse Datena.

William Bonner, Ana Paula Padrão, Fátima Bernardes, Jair Bolsonaro também lamentaram a morte do jornalista.

Em nota, a rede Bandeirantes lamentou a morte de Boechat e do piloto Ronaldo Quatrucci.
“O jornalismo e o Brasil perderam hoje uma referência insubstituível. E nós, do Grupo Band, perdemos um amigo e profissional que jamais esqueceremos”, afirmou João Carlos Saad, presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Carreira

Nascido em Buenos Aires, Ricardo Eugênio Boechat, tinha 66 anos, e é um dos jornalistas mais importante do Brasil. Ele começou a carreira na década de 70 no “Diário de Notícias”, e trabalhou no principais jornais do país, como “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”. Atualmente, trabalhava como âncora do “Jornal da Band” e da rádio BandNews FM. Já foi diretor de jornalismo na Band e mantinha uma coluna na revista “Istoé”, a última publicada na sexta-feira, 8 de fevereiro.

Ganhador de três prêmios Esso (um dos mais importantes da categoria), foi o único a vencer em três categorias do Prêmio Comunique-se ( âncora de rádio, colunista de notícia e âncora de TV). Também foi eleito o jornalista mais admirado na pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que elegeu os 100 principais profissionais do mercado. Ele também trabalhou na secretaria de Comunicação Social no governo Moreira Franco.

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É também autor também do livro “Copacabana Palace – Um Hotel e Sua História” (DBA, 1998), que contou a trajetória do hotel mais exclusivo e sofisticado do país.

Fonte: Yahoo

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Maryone Azevedo
Maryone Azevedo
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