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Tragédia em Brumadinho: famílias de desaparecidos enfrentam ‘limbo jurídico’ e ‘desespero de viver o luto sem o corpo’

A estudante Geovanna Oliveira, de 22 anos, fica ansiosa sempre que um número desconhecido liga para o seu celular. Pode ser o Instituto Médico Legal, com notícias de que encontraram o corpo de seu pai.

Um mês após a ruptura da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, ela está perdendo as esperanças de poder enterrá-lo. Seu pai, o eletricista Aroldo Ferreira de Oliveira, 54 anos, estava em um contêiner localizado em uma das partes mais baixas da Mina Córrego do Feijão quando a estrutura desabou.

“Ele estava em uma área mais funda do terreno. Acho que só vão encontrá-lo se ficarem o tempo que for preciso para achar todo mundo”, acredita Geovanna.

Como ela, mais de 100 famílias seguem na expectativa de que as buscas dos bombeiros em Brumadinho revelem os corpos de seus entes queridos, usando máquinas pesadas para cavar cada vez mais fundo no mar de lama que irrompeu da barragem da Vale, no dia 25 de janeiro.

 

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Maryone Azevedo
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