Brasileiros estão importando sêmen dos EUA para terem filhos com olhos claros

Pode parecer coisa do passado, mas essa semana o jornal Wall Street Journal, publicou uma matéria informando que a demanda por sêmen de americanos disparou entre os brasileiros.

Nos últimos sete anos, as importações de sêmen humano dos Estados Unidos para o Brasil aumentaram mais de 500%, a preferencia é por crianças brancas e olhos claros.

Segundo o jornal “ olhos claros, cabelos loiros e algumas sardas no rosto” são as características mais requisitadas, e o doador número 9601 é um dos mais requisitados por mulheres ricas do Brasil.

Somente o laboratório Fairfax Cryobank, enviou em 2017 mais de 500 tubos de sêmen congelado em nitrogênio líquido para o Brasil. Na reportagem diz que o “racismo persistente” em nosso pais explica o desejo por filhos brancos com olhos claros. As clinicas brasileiras chegam a pagar U$ 1.500 por frasco, e o procedimento de fertilização in vitro custa cerca de U$ 7.000 por tentativa.

Segundo uma mãe que importou sêmen dos EUA, a escolha por americanos também é motivada pela qualidade de informações do doador, enquanto aqui as informações sobre o doador são precárias, lá ela conseguiu 29 páginas sobre o doador norte-americano.

E esse aumento se deve muito também pela procura de doadores por mães solteiras e casais homossexuais, em 2016, casais heterossexuais compraram 41% do sêmen importado, mulheres solteiras, 36% e casais homossexuais, 21%.

Esse aumento se deve entre outras coias por muitas mulheres estarem com uma boa carreia e não querem um relacionamento, preferindo criar os filhos sozinha e casais homossexuais estão buscando doadores depois das recentes mudanças regulatórias, que tornaram mais fácil registrar uma criança com os nomes dos pais.

“Além de ter mais opções de doadores, o grande motivo que fez aumentar a procura pelo sêmen importado é porque desse jeito há mais informações sobre o doador. Você não ficaria mais confortável quanto mais informação tivesse do doador do sêmen antes de ter o filho? Eu iria querer saber tudo se tivesse essa opção”, afirma o ginecologista George Fassolas.

Fonte: Mundo Conectado