segunda-feira, junho 18

Antes crítico ao Bolsa Família, Bolsonaro volta atrás e agora defende programa

O pré-candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, passou a defender a manutenção do Bolsa Família, programa de transferência de renda direcionado às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o País.

No entanto, em diversas ocasiões anteriores, o deputado criticou o programa criado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que atualmente atende 13,9 milhões de pessoas, segundo o Ministério de Desenvolvimento Social.

Agora, ao jornal O Globo, o presidenciável declarou: “Comigo, o programa será mantido. Vou deixar isso claro em um programa de governo. Quero combater essa fake news de que vou acabar com o programa. Vamos bater na questão das fraudes. Há cidades em que o benefício é dado irregularmente para cerca de um terço dos participantes.”

Em fevereiro de 2011, no entanto, em discurso na Câmara, Bolsonaro disse que o Bolsa Família servia para dar dinheiro “a quem se acomoda”.

“O Bolsa Família nada mais é do que um projeto para tirar dinheiro de quem produz e dá-lo a quem se acomoda, para que use seu título de eleitor e mantenha quem está no poder. Ou seja, quem está no poder, ao brigar por educação e pelo fim da miséria, deixará de ter votos de miseráveis. E nós devemos colocar, se não um ponto final, uma transição a projetos como o Bolsa Família”, disse em um discurso na Câmara em fevereiro de 2011.

Ele também declarou em agosto de 2010, na tribuna da Câmara, que considerava que o programa estimularia o “voto de cabresto”.

“Se hoje em dia eu der R$ 10 para alguém e for acusado de que esses R$ 10 serviram para compra de voto, eu serei cassado. Agora, o governo federal (então comandado por Lula) dá para 12 milhões de famílias em torno de R$ 500 por mês, a título de Bolsa Família definitivo, e sai na frente com 30 milhões de votos. Realmente, disputar eleições num cenário desses é desanimador. É compra de votos mesmo. Que bom se o eleitor tivesse o mínimo de discernimento.”

Ao ser questionado sobre o assunto recentemente, ele reduziu o tom: “Hoje sei que há pessoas que não podem viver sem o Bolsa Família. Tem pessoas de mais de 60 anos que não posso tirar do programa mais, senão morrem de fome. O próprio Lula criticava quando o programa se chamava Bolsa Escola (no governo de Fernando Henrique Cardoso). Temos que trabalhar para que mais pessoas possam sair do programa”, esclareceu o parlamentar.

Fonte: Yahoo!

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