Primeira semana de vacinação contra pólio e sarampo registra baixa procura em Dourados

A campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo teve início no dia 06 passado em todo o país e em Dourados a procura inicial foi baixa nas 45 unidades básicas de saúde. As informações são do Núcleo de Imunização e apontam que cerca de 890 crianças foram vacinadas nesta primeira etapa, ou seja, pouco mais de 7% (a meta é 12 mil).

Carla Ribeiro, gerente do Núcleo de Imunização, cita que os dias com temperaturas mais amenas podem ter impactado na baixa procura. Ela destaca que os agentes de saúde têm alertado a população sobre a campanha. Para o dia “D” a espera é de que a procura seja alta.

“Os dados ainda não são satisfatórios, temos divulgado o dia D e acreditamos que trará impacto positivo, é um dia mobilização, teremos também um posto volante temos que divulgar essa data, alertar para a importância da cobertura”, disse.

O dia D é no próximo sábado (18). As 45 unidades básicas de atendimento disponibilizarão as dosagens e a Praça Antonio João será o posto ‘volante’. Nos postos o horário será das 08h às 17h. Na praça central, das 08h às 13h.

A Imunização divulgou que a meta é atingir 95% do público-alvo até o dia 31 próximo (término da campanha).

A gerente informou que não há informações da campanha ser ampliada.

Público-alvo

O público-alvo da campanha são crianças de um ano até menores de cinco anos.

A Vacina contra poliomielite é Tríplice viral, protege também contra sarampo, rubéola e caxumba.

Alerta

O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1994, no entanto, a prevenção é fundamental para que a doença continue afastada.

A doença é classificada como infecciosa aguda viral e causa paralisia nos membros inferiores, principalmente em crianças, levando a deformidades, dificuldades em caminhar e possíveis sequelas, sendo que em casos mais graves até a paralisar a musculatura respiratória e levar o indivíduo à morte.

O sarampo tem registros neste ano em Roraima, Amazonas, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Instituições e profissionais da saúde alertam que a cobertura vacinal é a forma de deixar a doença afastada do Estado.

O sarampo também pode levar a morte.