FATONEWS

Coreia do Norte reduz distribuição de comida para a população

Depois da pior safra dos últimos dez anos, a Coreia do Norte reduziu as porções de comida distribuídas à população para um nível jamais visto para esta época do ano, revelou a Organização das Nações Unidas.

Aproximadamente 10,1 milhões de pessoas, cerca de 40% dos habitantes do país, sofrem com a grave escassez de alimentos.

Segundo as Nações Unidas, o governo norte-coreano reduziu para 300 gramas por dia por pessoa as porções de comida distribuídas. Além da redução na quantidade de alimentos, a diversidade alimentar no país é mínima, muitos sobrevivem comendo só arroz e repolho.

A avaliação da situação alimentícia foi feita pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), a maior agência de ajuda humanitária da ONU.

A porta-voz do PMA em Genebra, Herve Verhoosel, afirmou que a comida está sendo racionada por conta da safra ruim. A produção de alimentos no país foi impactada por períodos de seca, ondas de calor e inundações. “Sem apoio humanitário, milhões podem sofrer com a fome”, advertiu Verhoosel.

A situação é “particularmente preocupante para crianças pequenas e para mulheres grávidas e lactantes, que são as mais vulneráveis à desnutrição”, segundo a ONU.

Especialistas do PMA e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) visitaram a Coreia do Norte de 29 de março a 12 de abril a pedido do regime de Kim Jong-un para realizar a avaliação.

A missão estabeleceu que a produção agrícola no país no último ano foi de 4,9 milhões de toneladas, o pior número desde 2008-2009 e que representa um déficit de 1,36 milhão de toneladas (incluindo as importações) em relação à quantidade mínima necessária.

As doações de alimentos da Rússia, Canadá, França, Suécia e Suíça ao país através do PMA estão longe de cobrir as necessidades mais vitais da população norte-coreana.

Leia também:  Tornado deixa três mortos e mais de 160 feridos em Cuba

“Tememos que, diante da ausência de uma assistência externa significativa, as porções de alimentos distribuídas pelo governo sofram ainda mais cortes nos meses críticos, que vão de julho a outubro, o período entre safras na Coreia do Norte”, alertou o PMA.

A Coreia do Norte sofreu uma das piores crises de fome na década de 1990 como consequência de safras ruins, o que coincidiu com a desintegração da União Soviética, um dos seus principais apoios econômicos naquela época.

Essa situação gerou uma escassez de alimentos que, segundo alguns especialistas, provocou a morte de 3,5 milhões de pessoas.

Nas últimas décadas, a China foi um dos principais fornecedores de ajuda humanitária à Coreia do Norte.

Fonte: Agência Brasil

fatonews-coreia-do-norte-reduz-distribuicao-de-comida-para-a-populacao-mundo-especial606total visits.