Crivella libera R$ 10,3 milhões para escolas de samba, mirins e blocos

O prefeito isentou também essas agremiações de repassarem à Prefeitura 8% do valor arrecadado com a venda de ingressos para os desfiles na Sapucaí, cerca de R$ 200 mil

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou nesta quinta-feira (4) a liberação de R$ 10,3 milhões para as escolas de samba dos grupos de acesso, mirins e Federação dos Blocos. O prefeito isentou também essas agremiações de repassarem à Prefeitura 8% do valor arrecadado com a venda de ingressos para os desfiles na Sapucaí, cerca de R$ 200 mil.

Além da verba de subvenção, a Prefeitura conseguiu, por meio da Riotur, o patrocínio de R$ 3,5 milhões do Uber, valor que garante a montagem de toda a infraestrutura para os desfiles na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho, Zona Norte da cidade.

“Infelizmente, não tivemos dinheiro para pagar a subvenção integralmente. A minha responsabilidade como prefeito é enorme, não posso deixar faltar remédios nos hospitais, não posso deixar os alunos sem merenda. Eu garanto para vocês que vou me empenhar ao máximo para conseguir mais verbas para o carnaval”, afirmou Crivella, durante a reunião de pouco mais de uma hora com representantes das agremiações na sede da Prefeitura.

O repasse da verba às escolas de samba e Federação dos Blocos será no dia 15 de janeiro. O prefeito voltou a lembrar que assumiu a Prefeitura com um déficit orçamentário de R$ 4 bilhões. Ele contou que pagou R$ 1 bilhão em juros das dívidas do município em 2017 e que, para esse ano, está previsto o pagamento de mais R$ 1,2 bilhão.

“Nos últimos dois anos, 350 mil pessoas perderam o emprego de carteira assinada. Essas pessoas ficaram sem o plano de saúde e correram para os hospitais públicos. E suas crianças deixaram as escolas particulares e foram para as municipais”, justificou o prefeito, que pretende fazer uma parceria com as escolas de samba para a compra de placas de trânsito, uniformes escolares e roupas de cama hospitalares, gerando emprego e renda para costureiras e ferreiros que trabalham nos barracões.

Fonte: Notícias ao Minuto

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